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Cultivo de pêssego

Época de plantio: utilizar mudas enxertadas sobre porta-enxertos de pessegueiro cv. Okinawa, resistente aos nematóides de galhas. Mudas de raízes nuas: plantio em julho e agosto; em recipientes: qualquer época, de preferência na estação das águas.

Espaçamento e densidade de plantio: convencionalmente utiliza-se o espaçamento de 6 x 4 m ou 5,5 x 3,5 m, quando conduzida em forma de vaso. Quando conduzida em forma de Y, pode-se optar pelo espaçamento de 7 x 2 m ou 6 x 2 m. Dependendo do sistema de condução a quantidade de mudas vai variar de 400 a 800 mudas por hectare, no sistema convencional e sistema adensado, respectivamente.

Calagem e Adubação

Calagem: de acordo com a análise de solo, aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 70%, distribuindo o corretivo por todo o terreno antes do plantio ou mesmo durante a exploração do pomar, incorporando-o através de aração e/ou gradagem.

As adubações são diferenciadas, de acordo com a idade das plantas, da seguinte forma:

Adubação de plantio: aplicar, por cova, 2kg de esterco de curral, bem curtido, 1kg de calcário magnesiano, 200g de P2O5 e 60 de K2O, pelo menos 30 dias antes do plantio. Em cobertura: a partir da brotação das mudas, aplicar ao redor da planta, 60g de N, em quatro parcelas de 15g, de dois em dois meses.

Adubação de formação: para plantios convencionais, de acordo com a análise do solo e por ano de idade, aplicar 60 a 120 g/planta de cada um dos nutrientes: N, P2O5 e K2O; o N em quatro parcelas, de dois em dois meses, a partir do início da brotação.

Adubação de produção: no pomar adulto convencional, a partir do 5º ano, dependendo da análise do solo e da produtividade, aplicar anualmente 3 t/ha de esterco de galinha, ou 15 t/ha de esterco de curral, bem curtido, e 90 a 180 kg/ha de N, 20 a 120 kg/ha de P2O5 e 30 a 150 kg/ha de K2O. Após a colheita, distribuir esterco, fósforo e potássio, na dosagem anual, em coroa larga, acompanhando a projeção da copa no solo, e, em seguida, misturá-los com a terra da superfície. Dividir o nitrogênio em quatro parcelas, aplicadas em cobertura, de dois em dois meses, a partir do início da brotação.

Em todas as fases, a adubação foliar e/ou fertirrigação com micronutrientes são essenciais para o bom crescimento e desenvolvimento das mudas. A mesma deve ser realizada com base na análise foliar.

Manejo cultural

Para uma boa formação do pomar, é imprescindível a realização de podas nas plantas de acordo com cada estágio da planta. Desta forma, temos basicamente três tipos de podas:

Poda de Formação: realizada nos dois primeiros anos e vai depender do sistema de condução. Se as plantas forem conduzidas em forma de vaso ou taça aberta, a poda deve ser direcionada de forma a deixar quatro ramos dispostos lateralmente ao redor da planta, Se o sistema selecionado for em Y, então deve-se direcionar a poda a fim de deixar apenas duas pernadas laterais na planta e opostas no sentido da entrelinha.

Poda de Produção: realizada de maio a junho, consiste na retirada de ramos quebrados, doentes, secos ou mal localizados. Em seguida, faz-se um desponte de, aproximadamente, um terço no surto de crescimento do ramo do ano e o desponte dos ramos de frutificação. Essa poda depende também da capacidade de frutificação efetiva que é peculiar de cada variedade e local.

Poda de Limpeza: realizada durante todo o segundo semestre do ano visando a retirada do excesso de brotação e ramos mal localizados.

Irrigação: Indispensável nas estiagens. Pode ser realizada por gotejamento ou através de microaspersão.

Controle de pragas e doenças: no inverno – as principais doenças são podridão parda, ferrugem e bacteriose. Com relação às pragas, cita-se a mosca das frutas e a grafolita. O controle deverá ser realizado com a aplicação de calda sulfocálcica concentrada. na vegetação e na fase de frutificação – as pragas devem ser monitoradas e controladas com armadilhas e, em casos de necessidade aplicação de inseticidas. Já as doenças devem ser controladas de forma preventiva e curativa com a aplicação de fungicidas, sendo as causadas por fungo as mais importantes.

Colheita e produtividade

No estado de São Paulo, a colheita é realizada de agosto a fins de outubro, dependendo do ano e da região. A produtividade média alcançada é de 25 a 45 t/ha de frutos, em pomares adultos racionalmente conduzidos e conforme o espaçamento.


Fontes:

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